8 de Setembro

Dia Mundial da Alfabetização

Dia da Alfabetização

A alfabetização é muito importante na vida das pessoas e vai muito além de ser simplesmente o processo de aprender a ler e escrever: ela nos ajuda a ampliar nossa visão e poder compreender melhor o mundo, além de possibilitar a atuação na sociedade de forma consciente.

Por tudo isso e também com o objetivo de estimular a alfabetização em vários países, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - Unesco estabeleceu o dia 8 de setembro como sendo o Dia Mundial da Alfabetização. Esse estímulo é bem importante porque ainda existem países com índices bem altos de analfabetismo.

Um pouco da história

Pelo que se tem conhecimento, as primeiras civilizações a criar seus próprios símbolos relacionados a escrita foram: Egípcios e Sumérios, 3000 aC e os Chineses 1500 aC. Os demais sistemas de escrita surgiam a partir desses sistemas iniciais.

Na antiguidade aprendia-se a ler e escrever simplesmente copiando palavras e frases , não existia um método específico de transmissão do código de escrita.

Entre os séculos XV e XVI, junto com o surgimento da imprensa, aparecem as cartilhas , que traziam uma forma mais sistematizada de ensinar a ler e escrever.

Atualmente existem diferentes métodos de alfabetização, sendo que o mais utilizado e que tem sido aplicado com melhores resultados é o método que estabelece a relação entre o som (fonema) e grafia (grafema) das letras para depois compor as palavras.

Educadores relacionados à alfabetização

Vários são os educadores que se dedicaram a compreender melhor como acontece o processo da alfabetização, mas dois deles merecem destaque pelas ideias inovadoras e que trouxeram transformação para a época: Emília Ferreiro e Paulo Freire.

Valorizando sempre o potencial que a criança tem, a educadora e psicóloga argentina Emília Ferreiro mostrou que a criança é capaz de construir seu conhecimento, por isso a teoria chamada de construtivista. Ao contrário do que muitos pensam o construtivismo não é um método, mas sim uma forma de compreender como se dá o desenvolvimento da escrita. Para essa educadora, com os estímulos adequados a criança consegue chegar naturalmente no processo de alfabetização.

Já o brasileiro Paulo Freire tinha como foco a alfabetização de jovens e adultos. Para ele o mais importante estimular a  inserção do adulto iletrado no seu contexto social e político, na sua realidade, promovendo o despertar para a cidadania plena e transformação social. Neste contexto, a alfabetização tem que acontecer tendo como base a realidade do indivíduo, partindo do conhecimento vocabular que os adultos já conquistaram e precisam agora transpor para leitura e escrita.

Ainda é preciso melhorar!

Segundo dados da UNESCO (ano base 2011), ainda existem cerca de 781 milhões de adultos analfabetos no mundo, sendo que cerca de 520 milhões são mulheres e aproximadamente 103 milhões de crianças não têm acesso à escola e, portanto, não aprendem a ler, escrever ou contar.

Essas estatísticas também reafirmam a ligação entre analfabetismo e pobreza, pois em países como Bangladesh, Etiópia, Gana, Índia, Moçambique ou Nepal, 75 % da população tem menos de dois dólares por dia para sobreviver e justamente nestes países as taxas de analfabetismo são superiores a  37%.Curiosidade

No Brasil, com dados emitidos pela UNESCO em 2014, aproximadamente 14 milhões de pessoas são analfabetas, portanto muita gente que ainda está privada desse direito básico.

Todos podem ajudar!

Cada um de nós pode fazer a diferença estimulando e ajudando uma criança ou adulto a se alfabetizar.

Uma ação importante é doar, pelo menos a cada ano, livros e materiais didáticos para pessoas menos favorecidas. Este gesto bem simples pode servir como meio para estimulá-las a iniciar ou prosseguir nos estudos.

E você? Tem outra ideia para ajudar quem ainda não sabe ler e escrever?

Curiosidades

Criado em 15 de dezembro de 1967, o Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL) foi um projeto do governo brasileiro, que  propunha a alfabetização funcional de jovens e adultos, visando “conduzir a pessoa humana a adquirir técnicas de leitura, escrita e cálculo como meio de integrá-la a sua comunidade, permitindo melhores condições de vida”. Participaram deste projeto cerca de 200 cidades do país.