Ambiente das Plantas

Ambiente das PlantasAs plantas , como todo ser vivo, tem um habitat preferencial , onde se adaptam melhor e tem condições de crescer de forma saudável.

Assim, existem três grandes ambientes em que as plantas se distribuem: na água – as chamadas plantas aquáticas , as que vivem fixas na terra – são as terrestres e as que, apesar de estar em ambiente terrestre, ficam suspensas , por isso são chamadas de aéreas.

Como cada grupo tem suas peculiaridades, vamos conhecer cada um deles…

As plantas aquáticas formam um grupo que, há milhões de anos atrás eram plantas terrestres e seguindo o processo evolutivo, passaram por adaptações para viver na água. Assim é um grupo diversificado e podem ser encontradas desde brejos até o fundo dos oceanos, adaptando-se com facilidade em ambientes aos diferentes ambientes aquáticos.

São facilmente identificadas pelas suas raízes finas e estendidas, com talos e folhas flutuantes.

Elas são essenciais aos ecossistemas fazendo a interligação entre o ambiente aquático e terrestre, produzem grande quantidade de oxigênio, além de fazer parte da cadeia alimentar como produtores primários, servindo de alimento para os peixes e outros organismos aquáticos.

Mas não para por aí… Elas fornecem abrigo para peixes recém-nascidos e de outros pequenos animais, ajudam a evitar a erosão do solo com suas raízes firmes e algumas espécies estão sendo estudadas como fonte de medicamentos naturais.

Há plantas aquáticas flutuantes , ou seja, as que ficam na superfície e necessitam de sol constante. São excelente para despoluir a água e os principais exemplos são: aguapé, alface-d’água, salvínia, lentilha. Também temos as submersas , ou seja, as que não são facilmente visíveis em lagos, mas muito utilizadas em aquários. São fundamentais para oxigenação da água, mantendo algas e microrganismo nocivos afastados. Seguem os exemplos: elódea, valisnéria e cabomba.

As plantas terrestres são aquelas que têm raiz fixa no solo, também com grande diversidade de ambientes. Aqui encontramos desde árvores rasteiras até aquelas de grande porte, com tronco, raiz, folhas e frutos.

Algumas plantas nascem naturalmente, pois suas sementes são levadas para outros lugares pelo vento, pela água das chuvas, ou mesmo junto com alguns animais, outras nascem porque o ser humano planta, seja em jardins, hortas ou em grandes áreas. Nesses casos, falamos que elas são cultivadas.

Alguns exemplos de plantas terrestres: musgos, samambaias, arbustos, mangueiras, etc.

As plantas aéreas também são chamadas de “ epífitas ” que significa “sobre plantas” e aplica-se a plantas cujas raízes crescem ou se apoiam fisicamente sobre plantas ou objetos.

Em geral, as epífitas vivem sobre o tronco das árvores e dispõem de raízes superficiais que se espalham pela casca e absorvem a matéria orgânica em decomposição disponível. Necessitam de umidade e de luz. Retiram o seu alimento da chuva e das partículas em suspensão no ar.

É importante lembrar que essas plantas não buscam alimento nos organismos sobre os quais crescem suas raízes superficiais não absorvem a seiva da planta hospedeira, não há qualquer relação de parasitismo, ou seja, a presença de epífitas não prejudica a árvore ou arbusto onde se instalam.

Alguns exemplos de epífitas: Epipremnum pinnatum, conhecida como “jibóia”, Philodendron sp, conhecida como “filodendro”, Monstera deliciosa, conhecida como “costela de adão” e as belas orquídeas, com várias espécies.

Curiosidade

Você já deve ter ouvido falar em plantas carnívoras, não é mesmo?

Bem, na verdade elas não são realmente “carnívoras”, só levam esse nome porque capturam, matam e digerem insetos ou outros animais pequenos.

Estas espécies de plantas tem que complementar sua alimentação porque vivem em solos pobres e encharcados, como brejos, por exemplo, com pouca quantidade de nitratos que são fundamentais para síntese de clorofila.

 

Acredita-se que as primeiras plantas carnívoras surgiram há cerca de 65 milhões de anos, na época dos dinossauros!