Comida e Gastronomia

Comida e Gastronomia

A alimentação sempre marcou a história da humanidade, afinal, comer é necessário para a sobrevivência, e quanto mais gostosa for a comida, melhor!

Nutrientes e sua importância

Quando comemos qualquer tipo de alimento, ele é quebrado em partículas minúsculas ao passar pelo processo digestivo. Essas partículas minúsculas são os nutrientes, que entram em nossas células para constituir o organismo ou para fornecer energia para seu trabalho.

 Os principais nutrientes são os carboidratos, os lipídeos, as proteínas, as vitaminas e os sais minerais.

Nosso organismo precisa de todos eles, em maior ou menor quantidade, dependendo da idade, atividade física, presença ou não de alguma doença, etc. Portanto, ao escolher um prato, além o sabor é importante pensar na variedade de nutrientes que o compõem e quanto mais variedade melhor!

Os alimentos evoluem com as sociedades

Na Pré-história , sem a possibilidade de ter um fogão à gás, micro-ondas, ou qualquer outra “mordomia” que ajudasse no preparo do alimento, acredita-se que o homem na pré-história começou a se alimentar através da observação dos animais, que comiam frutos, sementes e folhas. Estudos arqueológicos da arcada dentária dos primeiros hominídeos também apontam a possibilidade de terem se alimentado até mesmo de carne crua.

Com a descoberta do fogo, assar e cozinhar alimentos facilitou muito a alimentação do homem na pré-história.

A era da agricultura revolucionou a vida do homem, que principalmente pela escassez de alimento e mudanças climáticas muito acentuadas, por um bom tempo viveram como nômades. Nas suas andanças começaram a perceber que as sementes que caíam sobre a terra se multiplicavam com muita facilidade. Descobrindo a terra como fonte de alimento, passaram a se fixar em determinadas regiões, formando aldeias, assim, em função da alimentação o homem começa a se organizar socialmente. Nessa fase predomina a abundância de cereais como aveia, trigo e cevada. 

Caminhando um pouco mais na história até a Grécia e Roma antigas , estudos mostram que o trigo era considerado como um cereal nobre, portanto consumido pela nobreza. Já a cevada não tinha tanto “prestígio” e era consumida pelos escravos. Foram os Gregos e Romanos que levaram o trigo para o restante da Europa.

Já nestas civilizações antigas os médicos da época consideravam alguns alimentos como fonte de prevenção e cura de doenças. Alimentos considerados importantes eram: cevada, trigo, favas, grão-de-bico, lentilhas, gergelim.

Consumiam-se também carnes diversas, de bovinos, suínos, ovinos e de cães (também para consumo!), javalis, lebres, raposas e aves. A pesca era regular naquela época, assim como o consumo de queijos, frutas secas e frescas, e hortaliças. Os temperos e condimentos começaram a ser usados frequentemente, principalmente o alho, cebola, poejo, manjericão e tomilho.

A alimentação na Idade Média é marcada por períodos de fartura e escassez, assim, comer passa a ser algumas vezes um luxo, principalmente para os serviçais. Para o clero e a nobreza, nunca faltava alimentos, muito pelo contrário para essas classes sociais o que prevalecia era o desperdício. Os sabores se acentuavam devido ao uso das especiarias. Também doces   começam a ser frequentes devido ao uso do açúcar e sabores mais ácidos, pela introdução do vinagre.

Com a chegada da Idade Contemporânea chega também a variedade que atende a todos os gostos. A comida francesa marca esse período, sendo sinônimo de requinte e sofisticação. A comida francesa é conhecida pela presença de ingredientes variados e combinados com grande sutileza.

De modo geral, neste período cresce cada vez mais as alternativas nas indústrias de alimentos e nos serviços de alimentação. Os principais exemplos são os alimentos congelados e pré-cozidos, enlatados, conservas, drive-thru, fast-food, delivery e selfservice, entre muitos outros.

Essa evolução pode dar a falsa impressão de que os tipos de alimentos consumidos nos diferentes países tendem a ser cada vez mais semelhantes, mas isso não acontece na realidade, uma vez que os comportamentos alimentares estão sempre relacionados à cultura de cada povo e país, são marcados pelas particularidades locais, e sem dúvida, como ocorria desde os primórdios, marcam a própria identidade das pessoas daquela região.

A comida no Brasil

Em nosso país a comida sofre forte influência da comida indígena, africana e portuguesa. Os índios contribuem até mesmo com um tipo de alimentação mais natural e saudável, usando raízes, como a mandioca, diversos tipos de frutos para refresco, o mais conhecido era o guaraná. Pratos tão conhecidos como a moqueca, que para os índios era simplesmente um modo de preparo dos peixes, utilizando um utensílio específico chamado moquém. Na nossa cozinha atualmente, a moqueca é preparada com grande variedade de ingredientes e variando o tipo de carne utilizada.

Os portugueses trouxeram o pão, feito com quase todos os cereais: cevada, centeio, aveia e principalmente trigo. Trouxeram também de outras colônias, especialmente as africanas, novas frutas: uva, figo, maçã, marmelo, pêssego, romã, cidra, tâmaras, melão, melancia. Foram os portugueses que plantaram o coqueiro, semearam o arroz e diversos condimentos e ervas. O prato mais popular, a feijoada completa, é um modelo aculturado do cozido português com feijão e carne seca.

Além de todas essas contribuições à nossa culinária, os portugueses introduziram hábitos que marcaram definitivamente nosso paladar: valorizaram o uso do sal e revelaram o açúcar aos africanos e índios do Brasil.

Gosto não se discute!

Ensopado de cigarra ou cobra, cavalo marinho ao molho e grilinhos no espeto… Você quer experimentar? Esses alimentos são típicos na china, mas também são considerados exóticos, pois a base da alimentação é o peixe, carne suína, frango, frutos do mar.

No Japão, um prato considerado exótico é o sashimi de carne de cavalo.

Na Índia a cobra também faz parte de diversos pratos exóticos. Como neste país há um preceito religioso que tem a vaca como animal sagrado, o consumo de peixe é muito comum. O curry é o condimento mais usado.

Curiosidades

A chamada gastronomia molecular é o estudo científico dos processos químicos e físicos que ocorrem durante o cozimento. Através desse estudo é possível criar novos métodos, técnicas e equipamentos para melhorar o aproveitamento dos nutrientes durante sua preparação. A cozinha molecular é a forma de utilizar os conhecimentos descobertos da gastronomia molecular em seus pratos.