Corte e Costura

Corte e Costura
Costurar é uma prática que esteve sempre presente na evolução da humanidade, seja pela necessidade de proteção contra o frio ou sol excessivo ou simplesmente para não andar nu, ela sempre foi necessária para o ser humano, tanto que ninguém ainda conseguiu precisar qual o período em que surgiu.

Há apenas descobertas de instrumentos para costura de mais de 30 mil anos atrás, como por exemplo, agulhas que eram feitas de ossos ou marfim.

A tecelagem, técnica de entrelaçar fios para fazer tecidos também remete a tempos muito distantes: mais de cinco mil anos atrás, sendo que a tecelagem da época era feita com pelos e, principalmente, couro de animais de caça.

O fato é que, mesmo com toda a evolução tecnológica que a humanidade alcançou, ainda é imprescindível em qualquer casa um kit básico para qualquer emergência, mesmo para quem não gosta de costurar. Desse kit básico deve fazer parte: agulhas de tamanhos variados, linhas variadas de cores variadas, tesouras de costura, alfinetes e almofada de alfinetes, dedal, fita métrica e diversos tipos de botões.

Para cada roupa um tecido!

Cada tipo de roupa exige um tipo de tecido que ajudará a compor um conjunto harmonioso e confortável. Segue algumas dicas para ajudar na hora da escolha:

Viscose e popeline: são tecidos resistentes, ambos servem para fazer saias, camisas e vestidos e são bem fáceis de passar.

Tricoline: serve para fazer blusas mais justinhas no corpo.

Brim: usado para fazer calças e casacos mais esportivo e bastante confortáveis.

Viscolycra: é uma malha de caimento mole e bem maleável, boa para peças justas, como blusinhas e vestidos.

Jérsei: usado para fazer vestidos esportivos.

Oxford: usado em calças e saias sociais,

Linho e gabardine: elegantes e encorpado, são usados na confecção de saias, camisas e calças mais sociais.

Pontos mais usados feitos à mão…

Ponto de alinhavo: é o ponto mais simples e é usado para unir os tecidos em costura temporária enquanto se leva à máquina. Consiste em fazer uma linha tracejada com espaçamentos iguais por forma a segurar dois ou mais tecidos.

Ponto corrido: é como o alinhavo, mas com um espaçamento bem menor das linhas tracejadas. 

Ponto atrás: é um ponto de costura bem forte, usado para refazer costuras desfeitas. 

Ponto luva: é usado para segurar as bordas dos tecidos que têm a tendência de desfiar, a este ponto em linguagem corrente chamamos chuleio.

Ponto invisível: é muito útil para resolver vários problemas. Feito com uma costura bem baixa, usa-se para unir duas bordas dobradas de tecido ou uma borda dobrada e uma bainha, ou para dar pontos finais em peças de artesanato.

Ponto cruzado/bruxa: é um ponto forte, não só é usado na alta-costura como também na alfaiataria para fazer bainhas, pregar telas etc.

História da Máquina de Costura

A primeira máquina que se tem conhecimento tinha o objetivo de costurar calçados, portanto e própria para costurar couro e foi autoria de Thomas Saint, em 1790.

Se estivermos falando da primeira máquina de costura tecidos foi criada pelo alfaiate francês Barthelemy Thimmonier, em 1830. Com ela surgiu a costura industrial e seu inventor teve que sair da Europa às pressas pois provocou a fúria dos costureiros locais que não conseguiam acompanhar o ritmo das máquinas e perderam cada vez mais clientes.

Atualmente sabemos que os dois tipos de costura, a feita por costureiros e a industrial tem mercado garantido e tudo depende do cliente e da ocasião.

Curiosidade

O patchwork é um trabalho feito com retalhos de tecido e o mais importante é unir os retalhos combinando cores e desenhos criando trabalhos lindos. Com essa técnica é possível fazer colchas, almofadas, bolsas, e muito mais, basta usar a criatividade.

 

Este trabalho, que está no auge da moda no Sec. XXI, já fazia sucesso há 3.000 anos a.C., desde o Antigo Egito.