Família - Novas Relações

Família - Novas Relações

Atualmente é fundamental sermos flexíveis, compreendermos as novas relações familiares que se estabelecem e reconhecer a pluralidade que existe nestas relações, pois, criar resistência a este fato só prejudica as crianças e adolescentes. Mesmo que no núcleo familiar eles convivam com a chamada “família tradicional”, composta por pai, mãe e irmãos, na escola e no convívio social a realidade é outra, independente do nível socioeconômico das pessoas. A resistência só ajuda a construir preconceito e desafetos, dificultando o desenvolvimento psicossocial dos jovens.

Padrões familiares na atualidade             

Sociólogos e outros estudiosos do assunto afirmam que, na sociedade atual, o que caracteriza a família e o casamento é justamente a ausência de um padrão ou modelo dominante, seja no que se refere à sua constituição ou às regras que se estabelecem nos núcleos familiares.

Assim, temos as denominada famílias monoparentais , formadas após o divórcio ou separação, situação em que o pai ou a mãe assume os cuidados em relação aos filhos. Neste caso se encaixam também as famílias em que um dos pais é solteiro e o outro nunca assumiu a parentalidade. Segundo senso do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, nas famílias monoparentais, as formadas por mães e filhos é significativamente maior do que aquelas formadas por pais e filhos, apesar do estudo demonstrar significativa evolução deste segundo grupo.

Outra apresentação familiar que podemos mencionar é a família reconstituída , que na verdade já ocorre há algumas décadas, formada pelos recasamentos , quando o casal se separa e cada um ou pelo menos um deles vai constituir uma nova família. Com as novas uniões, os relacionamentos ampliam-se, pois há os filhos do casal original, os filhos dos outros casamentos dos parceiros e, possivelmente, haverá os filhos do casal atual, estabelecendo-se novas relações. Nesses recasamentos é importante que o novo casal tenha maturidade e saiba lidar com situações de ciúmes e disputas entre os filhos, que na maioria das vezes acontecem, mas nada que uma conversa amigável e sincera não possa resolver.

As uniões consensuais também são muito comuns atualmente em casais que preferem não realizar o matrimonio legal. Esse tipo de compromisso é o que ocorre entre casais, tanto em uma primeira união como entre casais que estão reconstituindo suas famílias.

Está cada vez mais comum o tipo de família formada somente por casais sem filhos por opção , que estabelecem outros planos de vida, relacionados às necessidades pessoais, à busca por independência social e financeira etc.

Outra configuração familiar atual é a formada por casais homossexuais , a também chamada de união homoafetiva , em que pessoas do mesmo sexo decidem constituir família, muitas vezes com filhos que já vêm de outro casamento heterossexual de um dos dois indivíduos que formam o casal ou mesmo pela adoção de filhos.

Ainda há questionamentos a respeito da influência das novas estruturas familiares na vida dos jovens e do quanto isso afetaria sua estrutura psicológica, mas, muitos profissionais da área são categóricos em afirmar que o mais importante em qualquer relação familiar é cultivar o afeto , a honestidade , a confiança e a maturidade. Estes aspectos fortalecem a autoestima dos jovens, dando base para construção de valores positivos.

 

Curiosidades

Os homens primitivos, apesar de viverem agrupados, não tinham noção do que conhecemos hoje como “família”. O termo surge pela primeira vez no Século XIII, tornando-se, a partir daí, referência de identidade de qualquer indivíduo.