Moda e Vestuário

Moda e VestuárioQuando falamos de “moda” na maioria das vezes relacionamos somente com vestimentas e acessórios, 
não é mesmo? Mas a palavra moda tem um significado mais amplo, veja só: conjunto de opiniões, gostos, assim como modos de agir, viver e sentir coletivos, incluindo também o modo de vestir. Acontece que tudo está intimamente relacionado… Quando nos identificamos com
um grupo de pessoas significa que pensamos, agimos e sentimos coisas semelhantes, e aí o modo de vestir
acaba sendo um complemento importante, que deixa mais evidente essa identificação.

Assim, pessoas pertencentes aos mais diversos grupos sociais sempre se preocupam com os “modelitos” que
estão em evidência.

A moda tem muita história… 

Dá para imaginar que até na Pré-história o homem já tinha que se preocupar com roupas? Mas é verdade! Nesta época a única opção era usar peles de animais e é claro que essa preocupação era primeiramente para proteção das variações climáticas, principalmente contra o frio, mas também existia uma questão de status social, assim, um caçador pré-histórico que usava uma pele de um urso também mostrava sua força, bravura e habilidade como caçador.

Avançando mais na história da humanidade, chegamos ao Egito Antigo onde as vestimentas representavam uma distinção clara de classes: pessoas de classes baixas e os escravos andavam quase nus, já os reis e componentes da corte usavam um pedaço de tecido arrumado como uma tanga e preso por um cinto, especialmente para os reis tinha que ser pregueados e engomados. Os trajes egípcios quase não mudaram em 3.000 anos. Adereços como colares e chapéus bem diferentes do que temos hoje eram muito comuns, principalmente para os homens.

Na Grécia Antiga , as primeiras roupas eram feitas de tecidos retangulares, de vários tamanhos, drapeados sobre o corpo sem um corte ou costuras. Era apenas “enrolado” sobre o corpo, com algumas variações. Os trajes gregos eram coloridos, exceto os usados pelos pobres. Alguns membros das classes inferiores tingiam suas roupas com tons de marrom escuro-avermelhado, mas os membros das classes superiores tinham maior liberdade e podiam usar vermelho, roxo, amarelo e verde.

Chegando até a Roma Antiga , o mais comum era o uso de túnicas enroladas com uma espécie de manto de lã ou linho chamado de toga. Os senadores eram identificados por suas togas brancas. Durante períodos de luto ou cerimônias religiosas usava-se uma toga de cor escura. As mulheres usavam sempre túnicas longas e justas, sem cinto, que poderia ter uma meia manga ou uma abertura nas costas. Podia ser feita de lã, linho ou algodão e as romanas ricas usavam de seda. Eram bem coloridas sendo que as cores prediletas eram vermelho, amarelo e azul, ornamentados com franjas dourada ou ricamente bordados. Naquela época ser loura era o máximo! Mulheres de cabelos escuros faziam descoloração, também era comum o uso de perucas e apliques. Joias e outros adereços eram muito apreciados, usados por homens e mulher.

Agora vamos dar um salto na história e veremos que no século XVII predominava o estilo “três mosqueteiros” para os homens, calções, gibão (espécie de colete), capa curta pendendo no ombro, chapéu de aba larga adornado com uma pluma e as botas com a extremidade superior virada, às vezes até enfeitada com renda. Os sapatos quando usados eram enfeitados com fitas, laços e rendas. Muito chic!!!

Já para as mulheres a moda da época preservava um estilo mais natural e consistia em um corpete, blusa, saia e anágua e beca. O corpete era decotado e amarrado com uma fita de seda na frente. As mangas eram exageradas e bufantes. A saia era formada por duas peças, uma drapedada (em cima) que revelava a de baixo. As golas caídas foram se tornando sofisticadas com apliques e borlas em renda.

Uma mania engraçada surgiu nessa época e permaneceu por mais de meio século: era o costume de colar pintas no rosto, e não eram apenas redondas, podiam ter diversos formatos como estrelas e luas.

Os cabelos masculinos eram compridos e após 1660 a peruca tornou-se um acessório indispensável para os homens, além dos chapéus. Algumas perucas eram imensas e pesadas. Já as mulheres não usavam perucas, mas faziam penteados altos e exuberantes para demonstrar imponência.

Já no século XVIII a moda sofreu mudanças radicais no vestuário e as roupas femininas ficaram mais soltas e com linhas fluidas, as saias se ampliavam para o lado, chegando à 4,5 metros, sustentadas por meio de barbatanas de baleias e arcos de salgueiro.

A roupa masculina consistia de em um casaco, colete e calção. O casaco justo até a cintura, sem gola com uma carreira de botões na frente, os punhos eram imensos e virados para cima.

Com a revolução francesa as modificações foram mais radicais: o estilo da corte francesa foi extinto e no seu lugar entrou o estilo inglês do campo definitivamente. Assim os homens passaram à usar um casaco de caça comprido, botas ao invés de sapatos e coletes justos, os colarinhos eram altos e os lenços do pescoço volumosos.

As roupas femininas mudaram completamente, forma abandonadas as anquinhas e os espartilhos, os tecido deixaram de ser extravagantes. Tudo agora era muito leve em cores nos tons pastel ou branco, a cintura era alta, abaixo dos seios e os sapatos foram substituídos pelas sapatilhas sem salto. Os cabelos foram sendo simplificado e o único adereço mais extravagante era uma pluma de avestruz.

Moda na Revolução Industrial

A Revolução Industrial trouxe também uma revolução no mundo da moda, mesmo porque a revolução industrial ocorreu basicamente na área têxtil, com máquinas que produziam grande variedade de tecidos e substituíram o trabalho dos artesões tão populares antigamente.

 

A partir daí a burguesia começa a ditar a moda: os homens adotaram o estilo dos trajes ingleses, com cartola alta, laço no pescoço, casaco bicudo, peitilho, calças e sapatos de botões, eliminando as casacas bordadas, as rendas e os sapatos de fivelas.

As mulheres também passaram a usar um estilo mais leve, com saias que apertavam por baixo dos seios e caíam até os pés, definindo mais o corpo. Leques eram muito usados na época, considerados como um acessório muito fino.

Em meados do século XIX, surgiram as primeiras publicações impressas ilustradas exibindo mais o vestuário e fazendo a divulgação dos estilos da época.

Anos 20

A moda vai ficando cada vez mais livre para a mulher e mostrando mais sua sensualidade: já é permitido mostrar as pernas, o colo e usar maquilagem. As roupas da década de 20 era tubular, com os vestidos mais curtos, leves e elegantes, geralmente em seda, deixando braços e costas à mostra. Ninguém podia sair de cada sem o chapéu, que nesta época era o estilo “cloche”, enterrado até os olhos, que só podia ser usado com os cabelos curtíssimos.

Para os homens o fraque e as gravatas formam o conjunto mais convencional para época.

Não dá para deixar de lembrar que no Brasil, em 1922, acontece a Semana de Arte Moderna, realizada por intelectuais, como Mário de Andrade e Tarsila do Amaral, qua levou ao Teatro Municipal de São Paulo artistas plásticos, arquitetos, escritores, compositores e intérpretes para mostrar seus trabalhos. Este evento cultural sem dúvida marcou a forma de expressão tipicamente brasileira, que começou a surgir nos anos 30.

Anos 30

Como toda moda acompanha as transformações sociais, na década de 30 foi marcada pela depressão e crise econômica, o que proporciona outra mudança de estilos: vestido e saias mais longas e mais justas, além de possuírem uma pequena capa ou um bolero, também bastante usado na época.

Nesta década passou-se a produzir roupas próprias para a prática de esportes, pois a vida ao ar livre e os banhos de sol passaram a ganhar espaço na sociedade.

Com evolução do cinema, as atrizes de Hollywood também passaram a ser um grande referencial de moda e disseminação de costumes.

Anos 40

Como já começava a Segunda Guerra Mundial na Europa, as características da moda passam a ser guiadas por tempos de grandes limitações e escassez de tecidos para produção de roupas novas, que por muito tempo passaram ser reformadas seguindo um estilo mais fechado: corte era reto, jaquetas e abrigos tinham ombros acolchoados angulosos e cinturões. Os tecidos eram pesados e resistentes. As saias ficaram mais curtas, com pregas finas ou franzidas. As calças compridas se tornaram práticas e os vestidos, que imitavam uma saia com casaco, eram populares.

Anos 50

Com o fim da guerra, chega uma fase de esperança e transformação da mulher, que passa a ter mais necessidade de trabalhar e com isso também a necessidade de roupas mais práticas. Os vestidos retomam o modelo mais amplo, na altura do tornozelo, cintura era bem marcada e os sapatos de saltos altos. Luvas e outros acessórios luxuosos, como peles e jóias não podiam faltar.

 Anos 60

É marcada pelo sucesso do rock and roll, essa é a década da moda jovem. Entre a variedade de tons e formas, a vedete da época foi, sem sombra de dúvidas a minissaia. As calças no estilo “cigarrete” também passam a ser usadas com muita frequência.

Os rapazes seguem o estilo de James Dean e Marlon Brando usando blusão de couro, topete e jeans. As motos ou lambretas também fazem parte dessa geração e eram praticamente um acessório na época.

Estilistas que marcaram gerações…

Muitos estilistas criaram modelos que marcaram época e são conhecidos até hoje. Para conhecê-los você pode pesquisar nos sites abaixo:

Chanel - http://almanaque.folha.uol.com.br/chanel.htm

Dior - http://almanaque.folha.uol.com.br/christiandior.htm

Belenciaga - http://almanaque.folha.uol.com.br/balenciaga.htm

Saint Laurent - http://almanaque.folha.uol.com.br/saintlaurent.htm

Givenchy - http://almanaque.folha.uol.com.br/givenchy.htm

Outros estilos…

Há também roupas que caracterizam o folclore de uma região, como por exemplo, as roupas típicas do gaúcho, no Rio Grande do Sul, com a bombacha, lenço vermelho no pescoço, bota de couro e a roupa das baianas, na Bahia, com vestidos brancos rodados e enfeitados com lindas rendas.

Para cada esta** çã **o uma roupa…

Que delícia o verão! Sol, calor, praia, piscina! Nesta estação as roupas tem que ser leves, com tecidos naturais, como o algodão, com cores vivas e alegres, para refletir a agitação dessa estação. Vale caprichar nos shorts, bermudas, camisetas e biquinis.

No inverno, tudo ao contrário! Muito agasalho, cachecol e gorro. Quem mora no sul do Brasil tem que usar tudo isso também, só que em dobro, porque por lá as temperaturas podem ficar abaixo de zero nesta época.

As roupas identificam os grupos…

Você já percebeu que só de olhar para alguns grupos de pessoas podemos reconhecê-los pelas roupas que usam? Pois é, nas profissões isso fica muito evidente: os médicos e enfermeiras usam roupas ou aventais sempre de cor branca, isso porque é essa cor é associada à limpeza e à higiene, elementos fundamentáveis na prática da medicina e também facilita a identificação de qualquer tipo de sujeira. Já os bombeiros usam uniforme vermelho, que está relacionado ao fogo e o tipo de tecido é próprio para enfrentar o calor no caso de salvamento em incêndios. Os lixeiros também tem que trabalhar uniformizados e com faixas luminosas que reluzem à noite para serem vistos com facilidade pelos motoristas quando trabalham neste período.

Grupos de jovens que tem ideias sociais específicos também tem o costumes de se vestirem de forma semelhante, veja por exemplo os hippies, movimento de jovens dos anos 60 que protestava contra a sociedade da época, seus valores tradicionais e o poder militar e econômico. Suas roupas eram velhas e naturalmente rasgadas, para mostrar sua oposição ao consumismo. Usavam roupas com cores berrantes, além estilos incomuns, como calças “boca de sino” e camisas tingidas. Já os punks, grupo que tem por característica cultuar o rock pesado, usam roupas escuras e cabelos cortados e pintados de forma estravagante.

Curiosidades

As calças “jeans” foram criadas há 125 anos pelo imigrante bavaro Levy Strauss para atender garimpeiros da Califórnia, que necessitavam de roupa resistente, com muitos bolsos para carregar ferramentas.
(fonte: http://tendenciasonline.com/curiosidades.php)