Pedras Preciosas

Pedras PreciosasBrilhantes, sutis, exóticas, as pedras preciosas chamam a atenção de qualquer pessoa, principalmente das mulheres, que sempre cobiçam um modelo diferente, para deixá-las ainda mais bonitas!

Essa história é antiga…

Os Etruscos , civilização que vivia na região da atual Itália, há cerca de sete mil anos atrás, desenvolveram técnicas básicas de ourives que ao longo do tempo tornaram-se extremamente sofisticadas. A história continua com os Gregos , que também desenvolveram técnicas aprimoradas, esculpindo figuras humanas que faziam parte de brincos, braceletes e colares. Na Idade Média , as peças ganham espaço significativo na nobreza e tanto mulheres como homens usavam adereços com ouro e pedras preciosas, ostentando luxo e poder.

O Renascimento marca outra era de joias fantásticas, com nível artístico comparado inclusive com as pinturas e esculturas da época. O período Neoclássico chegou com mudanças sociais que impunham um modo de vida mais simples o que acabou por ofuscar um pouco a criação e o uso das joias, mas não tardou e esse cenário foi modificado pela Revolução Francesa as grandiosas joias criadas para a corte do Imperador Napoleão I serviram de padrão para toda a Europa. 

Joias criadas nesses distintos períodos ainda existem e certamente são guardadas a “sete chaves” em museus pelo mundo afora. Atualmente o que diferencia as peças são basicamente a criatividade e o design arrojado. Os consumidores, cada um no seu estilo, procuram a peça que mais chama sua atenção.

No Brasil…

Aqui em nossas terras a corrida pelo ouro tem início com as expedições realizadas pelos bandeirantes que começaram a encontrar minas de ouro principalmente nos estados de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Nesse período ocorre uma verdadeira corrida do ouro e pessoas de diversas regiões migram para essas cidades. Esse período é o chamado ciclo do ouro e em pouco tempo essas pessoas caíram na realidade de que a exploração dessa riqueza tinha custos elevados e por isso acabou sendo dominada por grandes proprietários rurais ou comerciantes com posses.

Decorrente do ciclo do ouro, nas regiões auríferas, várias cidades surgiram neste período, criando uma dinâmica diferente de vida, fazendo surgir novas profissões e aumentando as atividades comerciais, sociais e de trabalho. Teatros, escolas, igrejas e órgãos públicos foram criados nestas cidades. Vila Rica (atual Ouro Preto), Mariana, Tiradentes e São João Del Rei foram algumas das cidades que mais se desenvolveram nesta época e que são cidades históricas, que guardam acervo significativo de obras e mesmo de joias criadas na época.

Joias e pedras preciosas brasileiras

Apesar da exploração desenfreada ocorrida durante o ciclo do ouro, nosso país ainda pode ser considerado rico em metais e pedras preciosas. Segundo o IBGM – Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos estima-se que o Brasil tenha sido responsável pela produção de um terço de todas as gemas comercializadas no mundo, excetuando-se o diamante, o rubi e a safira. Destacam-se as turmalinas, topázios, quartzos e esmeraldas. Para os consumidores estrangeiros as joias brasileiras já são identificadas pelo traço jovem e leve, pela diversidade de cores e pela beleza das peças.

Condições de trabalho

A situação nas minas de exploração de ouro e pedras preciosas infelizmente deixa a desejar. Atualmente há um pouco mais de controle em relação a este trabalho, mas ainda há pessoas que trabalham em condições precárias, além de não serem remunerados adequadamente, sendo considerado um tipo de trabalho escravo. 

Curiosidade

O nome diamante tem origem no idioma Grego, ‘adamas’, significa invencível e ‘diaphanes’, que significa transparente. Durante a Idade Média, acreditava-se que um diamante podia reatar um casamento desfeito. Era usado em batalhas como símbolo de coragem. Os antigos o chamavam de pedra do sol, devido ao seu brilho faiscante e os gregos acreditavam que o fogo de um diamante refletia a chama do amor. Sugere, portanto, a força e a eternidade do amor.
(fonte: Portal Joia.Br)