Poríferos

Poríferos

Quem já viu um porífero sabe que é difícil acreditar que são animais, pois tem uma estrutura corporal bem diferente das que conhecemos, mas são animais invertebrados, também conhecidos como espongiários.

O nome porífero vem do idioma Latim, porus “poro” e ferre “carregar”. São animais bem primitivos que não apresentam estruturas de locomoção, portanto ficam fixos nas superfície, alimentando-se por filtração, bombeando a água através das paredes do corpo e retendo as partículas de alimento nas suas células. A grande maioria das espécies é marinha, existindo apenas uma de água doce.

Os poríferos surgiram, provavelmente há mais de 500 milhões de anos e atualmente já foram identificadas cerca de 7.000 espécies pelo mundo todo. No Brasil, já foram descritas cerca de 300 espécies.

A estrutura corporal é bem simples:

Externamente apresentam muitos poros, com células achatadas denominadas pinacócitos. Existem também espículas, estruturas de sustentação que podem ser de calcário ou sílica. As espículas se assemelham com agulhas.

Quanto aos sistemas internos, a digestão é exclusivamente intracelular, sendo que as partículas de alimento entram pelos poros junto com a água, caindo no átrio que é a cavidade interna da esponja e saem pelo ósculo, uma abertura maior. As partículas de alimento que entram podem ficar retidas nas células flageladas chamadas coanócitos, que promovem a movimentação e circulação de água no átrio, graças à presença dos flagelos. Os coanócitos absorvem e digerem parcialmente estas partículas, transferindo-as para os amebócitos que terminam a digestão e distribuem as partículas de alimento por todo o corpo.

A circulação consiste basicamente em circular água, alimento e espermatozóides, que entram pelos poros e saem pelo ósculo, promovida pelo movimento dos flagelos dos coanócitos. A excreção é feita por difusão.

Esses animais não possuem sistema nervoso e nem respiratório, sendo que a trocas gasosas ocorre por difusão.

Os poríferos podem se reproduzir de forma assexuada e sexuada.

A reprodução assexuada pode ser por brotamento - surge um broto no corpo da esponja, que pode se soltar e dar origem à um novo indivíduo; por fragmentação - pequenos fragmentos de uma esponja podem dar origem a novos indivíduos, pois as esponjas possuem um grande poder de regeneração e por gemulação - ocorre em espécies de água doce, em que há a formação de gêmulas. Já a reprodução sexuada, pelo fato da maior parte das esponjas serem hermafrodita, os gametas são formados em células chamadas gonócitos, que são derivadas dos amebócitos. Os espermatozoides saem da esponja pelo ósculo e penetram em outra esponja pelos poros, junto com a corrente de água.

**Classificação e Importância Ecológica **

Os poríferos são separados em três classes: ascon, a mais simples, com parede do corpo bem fina, possui poros inalantes e é revestida por coanócitos; sicon, cuja parede do corpo é formada por projeções em forma de dedos e o leucon, mais complexa, com a parede do corpo mais espessa e percorrida por um complexo sistema de canais. Independente da classe, são de extrema importância para o meio ambiente por fazerem parte da cadeia alimentar, estabelecem relações ecológicas como a simbiose com algumas bactérias e abrigam outras espécies.

Curiosidade As esponjas naturais, usadas antigamente para tomar banho e também na limpeza doméstica, para esfregar panelas e copos, são, na verdade o esqueleto macio de certas espécies de poríferos; esses esqueletos são feitos de um emaranhado de delicadas fibras de uma proteína chamada espongina.

Dicas para o Professor

Para que os alunos entendam a estrutura do corpo dos poríferos você pode organizar um trabalho com massa de modelar ou argila, fazendo com que eles construam as estruturas principais do corpo e suas respectivas funções. Este trabalho também pode ajudar a diferenciar os tipos de poríferos.

Solicitar uma pesquisa e posterior apresentação na forma de slides e vídeos também ajudará os alunos a aprofundarem no tema.

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Bom trabalho!