Relevo

ReveloO relevo pode ser formado através de vários fatores: ativação de vulcões, terremotos, clima, chuvas, geleiras, ventos, a ação do homem, entre outros.

Pode levar milhares de anos para mudança do relevo em um local.

Existem quatro tipos básicos de relevo: planície, montanha, depressão e planalto.

Planície: áreas extensas planas em que há mais sedimentação que erosão. As planícies podem ser chatas e mais baixas, geralmente, no nível do mar, mas podem ficar em terras altas, como as várzeas de um rio num planalto.

Montanha: terrenos bastante elevados, acima de 300 metros. Podem ser classificadas quanto à origem ou idade.

Depressão: áreas situadas abaixo do nível do mar ou abaixo das outras superfícies planas.

Planalto: terras mais altas que o nível do mar, razoavelmente planas delimitadas por declives acentuados. Há mais erosão que sedimentação.

Abaixo do nível dos oceanos, também forma-se determinados tipos de relevo, chamados de relevos submarinos , veja só:

Plataforma continental: fica abaixo do nível do mar onde aparecem as ilhas continentais ou costeiras, de origem vulcânica, tectônica ou biológica. O nível de profundidade possibilita a entrada de luz solar e, como consequência há o desenvolvimento de vegetação marinha. Com o passar do tempo, as depressões do terreno da plataforma continental tornam-se bacias sedimentares de grande importância para a exploração de petróleo no oceano.

Talude: é o fim do continente, onde ocorre o encontro da crosta continental com a crosta oceânica. Tem profundidade de até 3 mil metros. As fossas marinhas são depressões abissais que aparecem abaixo do talude, em zonas de encontro de placas tectônicas.

Região pelágica: é o relevo submarino onde encontramos depressões, montanhas tectônicas e vulcanismo. Na região pelágica, aparecem as ilhas oceânicas que chegam a 6 mil metros abaixo do mar.

Barra: são canais que ligam rios e lagos com o mar, onde ocorre muita sedimentação, com a formação de bancos de areia e a deposição de detritos.

Baía: caracteriza-se por apresentar uma forma arredondada quase fechada, lembrando a forma da letra “u” ou de uma ferradura.

Golfo: semelhante a baía, apresenta a reentrância do mar sobre o continente caracterizando um formato de ferradura, mas possui grandes dimensões e uma forma mais aberta para o mar.

Península: parte do continente que avança para o oceano e é cercada por água em quase todos os lados.

Enseada: praia em formato de arco, semelhante à baía, porém com o arco mais aberto. Na enseada, os arcos que a circundam são mais afastados e a “curva” da praia é menos acentuada.

Recife: barreira formada no mar e localizada próximo à praia.  Pode ser formada por rochas ou por elementos biológicos, com corais e restos de animais marinhos.

Falésias: são grandes paredões localizados muito próximos ao mar, normalmente formam belas paisagens.

  Fiordes: são grandes corredores com depressões que foram preenchidas pela água do mar.

Foz: é o ponto em que as águas dos rios deságuam diretamente sobre o mar. Existe a foz em estuário, quando as águas deságuam através de um único canal, e a foz em delta, quando as águas deságuam por meio de vários canais que formam algo parecido a um leque.

Influência do relevo em nosso cotidiano

Na maioria das atividades humanas o relevo deve ser levado em conta, como por exemplo: na construção de fábricas, rodovias, residências, etc.

Ele acaba interferindo na vida das pessoas principalmente no que se refere a lazer e economia. Pode parecer estranho pensar  que o relevo interfere no lazer, mas se não fosse por ele não existiria praias para se passar o verão e nem haveria montanhas para se esquiar.

Além disso, interfere também na economia no que se refere às regiões agrícolas, uma vez que alguns produtos só podem ser cultivados em certos lugares.

 

Curiosidade

A Ásia é a região que concentra as dez maiores montanhas do mundo. Situam-se nas cordilheiras do Himalaia e do Karakoram, na região norte da Índia, sul da China (Tibete), Paquistão e Nepal.